O Mamaço! Protesto contra censura à amamentação em local público.

11 maio
Gabriel Pinheiro – Estadão.com.br

SÃO PAULO – Um grupo de mães organiza pelo Facebook um “mamaço” no Itaú Cultural da Avenida Paulista. Em março, uma mulher foi impedida de amamentar seu bebê em uma exposição no local. “Estava com meus dois filhos, um de dois anos e outro de dois meses. O menor acordou, pediu para mamar. Enquanto amamentava, rapidamente uma monitora me alertou que era proibido dar de mamar naquele espaço”, disse a antropóloga Marina Barão, de 29 anos. “Reagi com espanto. Sem graça, a funcionária me levou à enfermaria dos bombeiros para que amamentasse lá”, acrescenta.

Segundo Marina, a monitoria afirmou que os funcionários haviam sido orientados a não permitir que mães amamentassem na exposição, apenas na enfermaria. “Ela disse que era ordem superior. Fui pega desprevenida, falei que aquilo era contra os direitos da criança, mas ela pediu que a acompanhasse, senão chamaria um segurança.”

Enquanto tentavam localizar a chefe dos bombeiros para abrir a enfermaria, a criança chorava. “Demorou uns 10 minutos. Não podia mais esperar, acabei amamentando meu filho na escada. A monitora então ficou olhando para os lados, preocupada se alguém visse”, disse a mãe.

De acordo com a antropóloga, depois que a mobilização na internet começou, o Itaú Cultural enviou desculpas ao grupo. Ela afirmou ter aceito a retratação, mas o protesto – marcado para o dia 12 – será mantido. “Acho bacana as desculpas, nossa intenção não é guerra. Mas vamos fazer o ato pela importância da amamentação materna, para que isso não seja um ato mal visto socialmente”, completa.

O Itaú Cultural reconhece que houve um “erro de orientação”. “Dizemos aos monitores que as pessoas não podem se alimentar no espaço das exposições. Neste caso, o funcionário pôs a regra em prática. Foi uma orientação imprecisa”, disse o diretor da entidade, Eduardo Saron. “Além de pedir desculpas às mães no Facebook, chamei nossa equipe e rediscutimos as medidas de atendimento ao público. Tomamos como aprendizado.”

Saron afirma que se o “mamaço” se concretizar, o Itaú Cultural vai “abraçar o ato”. “Vejo a mobilização com bons olhos. Se as mães forem, vamos preparar uma programação especial, dizer que somos abertos a todos.”

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2 Respostas to “O Mamaço! Protesto contra censura à amamentação em local público.”

  1. Sandra Dianno 13 de julho de 2011 às 10:25 pm #

    Ainda bem que retiraram a ofensa e pediram desculpas…s

  2. Marcos Célio Soares de Oliveira 12 de fevereiro de 2015 às 6:30 pm #

    Até quando o humano vai permitir que o sistema mandem inclusive em seus corpos?!
    Será que um dia a sociedade como um todo vai perceber que quem rege o pais não são os políticos ou o governo? Será que as pessoas vão perceber que quem governa um município, um estado ou uma nação é o povo? Se a nação fizer como Mahatma Gandhi ensinou, ao invés de usar de violência fizer um descumprimento geral de algo imposto pelo governo, por força o governo haverá de anular uma determinada lei, pois um governo não pode ir contra uma nação, isso é ir contra a si mesmo e por fim deixaria de existir. As redes sociais possuem uma força tão grande que as pessoas sequer imaginam. Elas podem ser usadas para disseminar o amor (menos de 1% das pessoas do planeta fazem isso) ou para disseminar o medo(ódio, julgamento etc)(mais de 99% fazem isso). Os poderosos temem o dia em que as pessoas comuns haverão de saber que são elas que mandam no pais e não eles. Quanto mais um povo se ama, mais perfeito é a sua política e seus políticos, mas se uma nação não tem amor em si mesmo, ela ergue somente a escória para o poder, isso é justiça. Há de se mudar o modo como o povo é em si mesmo para que as políticas econômicas e sociais reflitam isso. Não é querer uma política econômica e social justa por força que fará com que as coisas mudem. Isso seria injustos é o mesmo que dizer que uma pessoa que não ama a si mesma deveria ser amada, o correto e justo é que seja amada, mas ela não atrai amor para si mesma pois a realidade dela é de desamor, vitimação. Lutar sim, mas lutar uma luta com amor como a que Mahatma Gandhi mostrou, uma luta sem luta que foi capaz de libertar uma nação, sem derramamento de sangue e sem punhos serrados. Até quando vamos aprender a lutar de verdade a verdadeira luta?

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