EUA mantêm aborto seletivo de menina

1 jun

 

Câmara americana rejeita projeto que pune médicos que adotam a prática

Feto humano Câmara dos Deputados dos EUA rejeitou projeto que pune médicos que realizam aborto seletivo (Thinkstock)

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira um projeto de lei para punir médicos que realizarem aborto seletivo por sexo, que costuma ser empregado para interromper a gestação de meninas.

O texto obteve 246 votos contra e apenas 168 a favor, em uma votação na qual era necessário o apoio de 290 deputados. A rejeição, entretanto, deve-se menos ao mérito e mais ao conteúdo. O projeto permitiria a abertura de um processo criminal contra o médico pelos parentes ou marido da paciente.

“Essa é mais uma intromissão dos republicanos no direito de escolha da mulher”, atacou o deputado democrata Jim McDermott. Autor do projeto, o republicano Trent Franks lembrou que a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, condenara a prática no mundo inteiro. “Somos o único país avançado que não restringe esse tipo de aborto”, afirmou Franks.

(Com Agência Estado)

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Lutemos por direitos iguais e deveres compartilhados!

8 mar

Para refletir…

20 jan

O “Boa noite Cinderela” do BBB

17 jan

Abuso sexual. No mínimo, foi isso o que ocorreu na 12a edição do Big Brother Brasil. Os vídeos já foram tirados do ar pela Rede Globo, mas para quem viu, a cena é clara: depois de uma festa com muito álcool, uma das participantes, Monique, aparece jogada em uma cama. Ela está bêbada e praticamente inconsciente quando um outro “brother” (engraçado, meu conceito de irmandade nada tem a ver com isso) deita-se ao seu lado e, embaixo do edredom, começa a fazer movimentos que remetem a sexo.

É óbvio que não é possível dizer se houve penetração, mas não há dúvidas de que pelo menos ela foi bolinada – e muito – em um momento em que não tinha condições de interagir. Monique fica simplesmente largada enquanto Daniel usa e abusa de seu corpo. E isso pode sim ser considerado estupro, por mais que Boninho e cia. tentem negar.

Segundo o artigo 213 da lei 12.015, de 2009, é estupro “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. (E, pelo que me orientaram depois da publicação inicial do post, também é preciso mencionar o artigo 215, que fala sobre violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável na modalidade em que a vítima está impossibilitada, por outro meio, de oferecer resistência, e o artigo 217-A)

Aliás, da maneira como ocorreu no BBB, me lembra até aquele golpe do “Boa noite Cinderela”, em que alguém põe um medicamento na bebida de outra pessoa até que ela quase desmaie e a estupra.

Não é possível que tal situação grotesca, e ainda por cima transmitida ao vivo para todo o Brasil, passe incólume, como se nada tivesse acontecido! Isso é crime, pessoal! É preciso dizer com todas as letras que está errado o que ocorreu! Aquela mulher foi sim violentada em seu direito de preservar o seu corpo.

E, a meu ver, a Rede Globo deveria ser a primeira a se colocar dessa maneira, denunciando e expulsando o participante, dando apoio à outra brother e mostrando para a sociedade que isso não pode se repetir.

Só que, cá entre nós, não deve ser nada fácil admitir que essa situação ocorreu porque os executivos dessa emissora, em busca de audiência, decidiram colocar pessoas dentro de um esquema de confinamento, enchendo-as de álcool, para ver o que acontecia, não é? Como ratinhos de laboratório do comportamento humano.

Deu no que deu. Imperou o machismo e a violência. E agora, pelo jeito, a condescendência. Lamentável, absurdo, surreal.

Por Maíra Kubík em http://mairakubik.wordpress.com/2012/01/15/o-boa-noite-cinderela-do-bbb/

O Mamaço! Protesto contra censura à amamentação em local público.

11 maio
Gabriel Pinheiro – Estadão.com.br

SÃO PAULO – Um grupo de mães organiza pelo Facebook um “mamaço” no Itaú Cultural da Avenida Paulista. Em março, uma mulher foi impedida de amamentar seu bebê em uma exposição no local. “Estava com meus dois filhos, um de dois anos e outro de dois meses. O menor acordou, pediu para mamar. Enquanto amamentava, rapidamente uma monitora me alertou que era proibido dar de mamar naquele espaço”, disse a antropóloga Marina Barão, de 29 anos. “Reagi com espanto. Sem graça, a funcionária me levou à enfermaria dos bombeiros para que amamentasse lá”, acrescenta.

Segundo Marina, a monitoria afirmou que os funcionários haviam sido orientados a não permitir que mães amamentassem na exposição, apenas na enfermaria. “Ela disse que era ordem superior. Fui pega desprevenida, falei que aquilo era contra os direitos da criança, mas ela pediu que a acompanhasse, senão chamaria um segurança.”

Enquanto tentavam localizar a chefe dos bombeiros para abrir a enfermaria, a criança chorava. “Demorou uns 10 minutos. Não podia mais esperar, acabei amamentando meu filho na escada. A monitora então ficou olhando para os lados, preocupada se alguém visse”, disse a mãe.

De acordo com a antropóloga, depois que a mobilização na internet começou, o Itaú Cultural enviou desculpas ao grupo. Ela afirmou ter aceito a retratação, mas o protesto – marcado para o dia 12 – será mantido. “Acho bacana as desculpas, nossa intenção não é guerra. Mas vamos fazer o ato pela importância da amamentação materna, para que isso não seja um ato mal visto socialmente”, completa.

O Itaú Cultural reconhece que houve um “erro de orientação”. “Dizemos aos monitores que as pessoas não podem se alimentar no espaço das exposições. Neste caso, o funcionário pôs a regra em prática. Foi uma orientação imprecisa”, disse o diretor da entidade, Eduardo Saron. “Além de pedir desculpas às mães no Facebook, chamei nossa equipe e rediscutimos as medidas de atendimento ao público. Tomamos como aprendizado.”

Saron afirma que se o “mamaço” se concretizar, o Itaú Cultural vai “abraçar o ato”. “Vejo a mobilização com bons olhos. Se as mães forem, vamos preparar uma programação especial, dizer que somos abertos a todos.”

Feliz Vida das Mulheres!

8 maio

Desejo a todas as mães: Feliz dia das super-heroínas! Mulheres aventureiras, otimistas, visionárias, tarefeiras e trabalhadoras, muito trabalhadoras.

Desejo a todas as mulheres: Feliz vida de super-heroínas! Mulheres que estão em todo lugar, em todas as funções, que são ou não são mães, que querem ou não querem compor uma família, que sabem ou não sabem cozinhar, que são ou não são intuitivas, que são ou não são sensíveis.

Desejo que a gente consiga reconhecer as amarras que nos prendem aos velhos e falidos modelos de sociedade.

Desejo que a gente não se acostume com as duplas e triplas jornadas, já que nossas conquistas de direitos ainda estão aquém do compartilhamento de deveres.

Desejo que a gente tenha coragem de dizer sim e não com total certeza de que nossas opções estão alinhadas com nossos desejos, sonhos e possibilidades.

Desejo que a gente consiga viver nos desafiando a criar e propor novas formas de relação, de educação, de afeto, de trabalho, de sociedade.

Desejo que agente perceba as crianças como potenciais transformadoras do mundo e caminhe com elas na conquista de instrumentos que nos ajudem a alcançar nosso ideal.

Desejo que a gente respire livremente!

Desejo que a gente possa participar da construção de um mundo onde a gente não precise ser mais super-heroínas!

Desejo que a gente seja mulher. Mulher feliz, por ser mulher e só!

Maysa Lepique

A princesa infectada com o vírus da AIDS

12 abr

O ministro da Saúde fez o teste de HIV em Salvador e lançou uma campanha de prevenção da AIDS com foco nas moças entre 13 e 19 anos, que hoje já se infectam mais que os rapazes na mesma idade. No Paraná, por exemplo, a proporção é de 20 moças para 1 jovem infectado na mesma faixa etária.

Alguns anos atrás, AIDS não era uma doença esperada em mulheres. Porque a epidemia vem mudando o gênero alvo? A primeira hipótese que me ocorre é mais óbvia. A libertação sexual feminina é real e, de fato, hoje as mulheres transam mais, com mais parceiros e cada vez mais cedo. Igualando-nos ao comportamento antes considerado masculino, nos colocamos sob os mesmos prazeres e riscos.

No entanto, caminhando na trilha de pensamento do psicanalista João Alberto Carvalho, tendo a acreditar que é o amor romântico o maior vilão desta história. Carvalho, no livro “O Amor que Rouba os Sonhos”, faz uma pesquisa com mulheres que se infectaram ao terem relação sexual com seus parceiros soropositivos sem preservativos e conscientes dos riscos.

Por que com tanta informação, avanços do feminismo e mesmo sendo economicamente chefes da família, as mulheres colocam suas vidas em risco? Na dialética da relação dominador-vítima há um pacto inconsciente celebrado entre eles de que a relação deve causar um ganho para ambas as partes. Ou seja, de alguma forma, as mulheres se submetem porque (acham) que ganham com isso. Não conhecendo outro discurso, só tem em seu repertório de visão de mundo o texto do dominante, que é machista, patriarcal e romântico. E dentro desta lógica a mulher é e está para o amor. “Ruim mesmo é não ter marido.” É não viver um sonhado conto de fadas, é não fazer sua parte como mulher/princesa que entrega tudo por amor.

Ou seja, as mulheres não escolhem morrer ao transar sem camisinha. Esta seria uma escolha burra, portanto, improvável. Ela escolhe ser sujeito, ser o sujeito esperado pela cultura, ela escolhe amar. O HIV é dano colateral, mas pior seria não se submeter ao desejo de seu homem e, com isso, ser menos mulher por ser infiel aos seus deveres românticos. Se no nosso mundo a paixão romântica é destino das mulheres, é o seu objetivo maior de existir, ela se sujeitará ao que for para seguir sendo, seguir existindo, seguir tendo função.

Por Daniele Ricieri

Primiera publicação no Notícias do Arrepio

Ciclo de filmes: Gênero em Movimento

30 mar

O Machismo é violência – Campanha no Equador

13 fev

 

“El comportamiento machista y violento no es natural, ni normal, es un mal que se aprende. No permitas que estos actos se sigan reproduciendo, está en ti poderlos detener.”

Mais vídeos da campanha podem ser vistos no youtube. Procure por: nomachismoec

o que diz o professor

18 dez

Acabo de registrar a reclamação abaixo no site do cursinho pré vestibular onde estou matriculada.

Reclamação referente ao professor de inglês DANIEL A.

Durante a aula, apresentando determinado conteúdo, o professor Daniel A. disse:

– Eu bato na minha mulher na cabeça, na perna, nas costas…

Imediatamente perguntei: “Professor, você disse que bate na sua mulher?” e ele, sorrindo, respondeu “Sim!”. Eu disse que bater em mulher é crime e que ele não devia fazer brincadeira com isso. Ele parou por um minuto, sorriu. Vários alunos começaram a rir e alguém comentou “mas se ela gosta de apanhar…” e o professor acenou com a cabeça em consentimento. Depois disse que falaria a aula toda sobre como ele odeia sua mulher, mas meu comentário o deixara constrangido. Então, eu disse que ele podia seguir com sua aula e me retirei, ao que ele agradeceu!

Acho totalmente inadmissível que uma instituição de ensino fique indiferente a uma situação como essa, afinal um professor é modelo para seus alunos, ainda mais quando são adolescentes e o professor é jovem, simpático e a identificação pode ser muito forte. O que o professor Daniel A. fez foi incitar a violência contra a mulher, ainda mais ontem, quando a mídia noticiou a pena do goleiro Bruno de apenas 4 anos!!! A violência contra a mulher vem crescendo assustadoramente e com graus de crueldade absurdos. Este é um assunto extremamente sério de violação de direitos humanos que não pode ser, de modo algum, tratado como brincadeira, ainda mais dentro de uma sala de aula.

Aguardo um posicionamento da instituição em relação ao ocorrido o mais breve possível. Maysa Lepique

Não é incrível???

O blog das ATUADORAS publicará a resposta da instituição.