Recebi um texto de um padre pernambucano dando sua versão dos fatos relacionados ao aborto da menina de 9 anos. Quem mandou foi uma amiga católica que retirou o texto do blog do tal padre. Respondi que a opinião da igreja sobre o assunto não importa nesse caso (importa em algum?…). Mas seus argumentos me indgnaram de tal maneira que me estimularam a citar algumas referências para elucidar minha opinião sobre o assunto.
Começo então citando Ivone Gebara, teóloga e filósofa (do site das “católicas pelo direito de decidir”):
“Os bispos perderam o senso de governarem unidos aos desafios da história e à fé da comunidade e julgam-se mais fiéis ao Evangelho de Jesus do que a própria comunidade.“
Mas como desde que terminei a crisma (sim, fui batizada, fiz primeira comunhão e crisma!) atravesso a rua pra não passar na calçada de uma igreja castrólica, cito agora as companheiras “Mujeres Publicas”, da Argentina:
“La única iglesia que ilumina es la que arde!“

Essa é uma campanha divulgada em caixinhas de fósforos com o estímulo “contribua!”
E por fim, agora me sentindo com a “alma” lavada, cito minha companheira de luta, atuadora, amigona e grande mestra Iná Camargo que propõe um movimento de APOSTASIA, isto é “renúncia pública a permanecer como membro dessa Igreja“.
Mas, tirando a desforra, o que mais interessa é o que menos tem-se falado sobre o assunto: o hábito de pais, padastros ou homens da família estuprarem suas meninas ainda é gigantesco no Brasil (e não só aqui, vide o caso na Suíça). Quando é que isso terá fim??
Maysa Lepique