As atividades de reprodução social não são consideradas, pelo capitalismo, como produtivas – mais uma “externalidade” em que o capitalismo se apóia para viabilizar o processo global de acumulação. Quase toda a atividade de cuidado das crianças, da família e dos parentes “não produtivos” continua, em todo mundo, recaindo sobre as mulheres, limitando fortemente suas possibilidades desenvolvimento social e realização na esfera pública. Mesmo nos países onde as mulheres obtêm acesso a uma educação escolar superior à dos homens, são penalizadas tão logo ingressam no mercado de trabalho e se confrontam com a maternidade. Apenas uns poucos países (particularmente na Escandinávia) dispõem de programas sociais eficientes de respaldo à criação dos filhos, que atenuam o impacto do cuidado da família sobre as mulheres – e em muitos países eles são parte de políticas natalistas, em um mundo superpovoado! Com a redução dos gastos sociais, recaem novamente sobre as mulheres muitas tarefas que antes eram assumidas pelo estado-previdência na esfera pública, como o cuidado dos velhos, doentes e dependentes. Tudo isso é vivido solitariamente como uma experiência de opressão concreta, alienação, de derrota pessoal, perda de sonhos, envelhecimento precoce, etc – mesmo quando subjetivamente racionalizada como o ideal de felicidade de muitas mulheres.
Trecho do texto “O feminismo e a união da humanidade cindida” de Zé Correa

Quando engravidei temi a responsabilidade de criar um filho num mundo tão caótico e injusto.
Quando meu filho nasceu, tudo que era ideologia se pôs à prova. Meu mundo perdeu a imensidão da coletividade e passei a viver intensamente o lar, a casa.
Ser esposa, ser mãe, ser dona-de-casa.
Nada disso foi sonhado, apenas aconteceu, por acidente.
E aí, a supresa: meu trabalho se perdeu, minha identidade grudou nas paredes da casa, no cheiro de leite e me perdi.
A dificuldade de sair desse lugar me desafia a cada dia e percebi brutalmente quantas expectativas sofremos por ser mulher.
Expectativas que nunca sonhei em corresponder e que naquele momento pareciam ser o motivo da minha existência.
E a cobrança vinha da minha família, do meu marido, da família do meu marido e também das companheiras e companheiros de trabalho.
Diante da percepção que temos conquistado direitos iguais aos dos homens, mas que eles não assumem deveres iguais aos nossos, veio a necessidade urgente de transformar essas angústias em arte.
Assim consegui me apropriar novamente da minha identidade e agora sim, posso cuidar da casa, do filho, do marido e não me perder, pois meu mundo ultrapassa as fronteiras do lar.
Esse direito não foi adquirido, foi conquistado.
eu tive q fazer um trabalho do colégio sobre
trabalho renumerado e não renumerado …
e com tudo o que li e fiz
aprendi bastante ………………..
Um assunto interessante
Obrigada …